A vida é um filme?

A vida poderia ser comparada a um filme.

Um filme é constituído por varias cenas que são exibidas tão rapidamente que temos a impressão de que não há separação entre elas.

Assim também é a vida.

Ela é constituída por instantes; que se sucedem rapidamente.

 Vivemos estes instantes e pensamos que eles são isolados.

Não o são!

Cada um deles pertence a um mesmo conteúdo, que por sua vez irá construir a nossa história.

Nossas lembranças são estes instantes reunidos e editados; retiramos detalhes e colorimos outros com as cores ditadas pelas nossas emoções.

O que será mais real?

Será o instante isolado ou será o contexto do qual o instante faz parte?

O instante é quase palpável.

As lembranças são quase um sonho.

A experiência do momento é forte o bastante para acelerar meu coração; sinto-a e vibro com ela, sem preocupações de julgamentos, de ponderações, de análises.

Quanto às lembranças...

Elas serão modificadas e coloridas segundo a vontade do editor; que um dia poderá ser benevolente e em outros poderá ser um severo censor.

E este editor nunca se afasta de nós; ele está sempre presente; acusando-nos ou incensando-nos. Ele é uma parte inseparável de cada um de nós.

Quando a experiência do momento envolve mais de um protagonista, e ela na maioria das vezes envolve, ela será infinitamente mais real do que a lembrança, que somente será influenciada pelas emoções de um deles.

Então, onde está a verdade? No que sinto pela manhã ou no que recordarei ao anoitecer?

Um filme ao iniciar a exibição nos mostra o seu tempo de duração;

Quanto à duração da vida...

Este é um mistério que nunca saberemos decifrar.

Caberá a cada um decidir:

num álbum de fotos (eternização de momentos felizes)

ou

num filme que talvez não tenha tempo de ser editado.

 

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