NÃO PISEM NAS FLORES

 

           Um dia escrevi movida pela emoção de um momento especial:

“... Pra não dizer que não falei de flores”;

pra não dizer que não falei de esperança;...”.

E hoje escrevo, também movida pela emoção de um momento...

A esperança só existe se junto com ela houver uma possibilidade de sonhar com um futuro que poderia ser diferente de um presente que não traz total satisfação.

A esperança pode caminhar ao lado do presente, mas vislumbrando um futuro no qual os sonhos, por mais utópicos que fossem, pudessem se tornar realidade.

Esperança é aquela condição que nos permite esperar; é, muitas vezes, a única forma de suportarmos uma situação que nos traz desconforto.

Têm esperanças os jovens que sonham com o futuro, aqueles que têm uma vida pela frente.

Mas...E quando o futuro é incerto, quando o presente é a maior dádiva? Qual o espaço para a esperança?

A esses só resta a satisfação do presente, das suas esperanças do passado poderem ser respeitadas.

É louvável que se pense no amanhã; é compreensível que se poupe agora para garantir a prosperidade futura; mas será justo deixar de alimentar um filho para que aquilo que lhe serviria de alimento viesse a se transformar na semente do amanhã?

Seria justo deixar de cuidar dos nossos mais velhos por eles já não significarem esperanças?

 

Um dia eu falei de esperanças...

Um dia eu falei de flores...

 

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